
AUTOCONHECIMENTO, ENEAGRAMA E AS VIRTUDES HUMANAS
Ao ser convidado para preparar uma apresentação no ENCONTRO DE GESTÃO DE PESSOAS, neste ano em parceria com DEGUSTA RH, lembrei de um amigo que se alimenta basicamente de frutas. Decidi fazer um comparativo delas com o ENEAGRAMA – mapa de autoconhecimento e transformação humana.
Por exemplo, percebi que o local de cultivo, solo rico ou pobre, pode fazer um abacaxi ficar mais doce ou ácido. Não é diferente da influência positiva ou negativa que tivemos da família na primeira infância.
É fácil perceber também uma fruta muito madura ou no ponto, assim como, a maior ou menor maturidade emocional das pessoas.
O consumo regular de frutas ajuda a fortalecer o sistema imunológico, da mesma forma, quando lidamos bem com as emoções, o nosso sistema todo se fortalece.
Podemos dividir as frutas em 5 grupos principais:
DOCES | SEMIÁCIDAS | ÁCIDAS | HIPER-HIDRICAS | OLEAGINOSAS |
No Eneagrama temos três grupos principais, que privilegiam um dos seguintes centros de inteligência:
ATIVO |
EMOCIONAL |
MENTAL |
De fato, somos uma salada de frutas emocional. Algumas pessoas são ácidas, outras doces. Com a nossa abordagem do eneagrama, torna-se possível hierarquizar as emoções que mais influenciam nossas decisões, gerando um autoconhecimento valioso em direção a maior autonomia e maturidade emocional.
De acordo com a diferente sustentação emocional, acabamos valorizando aspectos diferentes da mesma realidade; por exemplo, o medo faz o indivíduo olhar para a relação maior ou menor risco num projeto novo, já a vaidade faz a pessoa perceber o quão admirado ou não ele pode ser neste projeto.
O Eneagrama nos permite entender as emoções que sustentam o nosso comportamento, ou seja, nos conscientizamos da influência delas em nosso dia a dia.
Todas atuam com intensidade diferente. De fato, nos mostra a base da personalidade ou a máscara com a qual estamos identificados.
Os nove vícios que o compõem são: raiva, orgulho, vaidade, inveja, avareza, medo, gula, luxúria e indolência.
Ao reconhecermos o vício emocional que sustenta o nosso jeito de ser e, portanto, nos faz frequentemente ter atitudes automáticas, mecânicas e repetitivas, podemos decidir com mais autonomia e ainda dar maior atenção às virtudes humanas.
O autoconhecimento é muito importante por várias razões, entre elas:
- Por vezes temos determinados talentos ou vocações que não estão conscientes.
- inconscientemente queremos que as pessoas sejam como nós somos, o que gera muita frustração e conflitos.
- Permite reconhecer a dose das emoções em nossa salada de frutas emocional, qual delas está nos “sequestrando” com mais frequência e qual virtude precisamos dar maior atenção no momento.
- Com autoconhecimento temos maior clareza de como podemos contribuir num grupo/projeto.
- O interessante é que além da “casca” ou “máscara” nós temos um lado divino e sagrado. Pra chegar a ver isso precisamos de muito autoconhecimento.
- Lembre-se que a busca por autoconhecimento é igual senha bancária, pessoal e intransferível.
Quando estamos muito “sequestrados” por um vício emocional, trazemos à tona uma versão limitada de nós mesmos. É como uma fruta muito madura ou cheia de agrotóxicos.
Por outro lado, se dermos maior atenção ao desenvolvimento das virtudes, traremos uma versão mais saudável nossa, é como se fosse uma fruta no ponto ideal e orgânica.
São elas: serenidade, humildade, sinceridade, equanimidade, desapego, coragem, sobriedade, inocência e ação correta.
Lembrando que o autoconhecimento permitirá entender mais claramente se estamos dando maior atenção aos vícios emocionais ou as virtudes humanas.
Obs.: material desenvolvido para servir de apoio aos participantes do Encontro de Gestão de Pessoas da ABRH Joinville em parceria com o Degusta RH.