
A esposa diz para o marido que ele é muito rabugento, a filha acha que ele é bravo, e o pai se acha legal.
Quem está certo?
Os três estão corretos, cada um valorizando um aspecto diferente, e opinando de acordo com as suas próprias percepções, histórias vividas e visão de mundo.
Por isso, algumas pessoas ficam intrigadas e buscam ferramentas de autoconhecimento (o Eneagrama é uma delas); já outras, preferem nem tentar entender.
O fato é que tendemos a justificar o nosso ponto de vista. Quanto maior for o nosso apego emocional, menor será a capacidade de enxergar de outras maneiras.
Você já deve ter visto alguém com raiva, defendendo fortemente uma narrativa, sem sequer considerar conversar sobre outras possibilidades, né?
O que eu acho mais interessante disso tudo, é que sempre haverá diferentes pontos de vista. Não importa o grupo, empresa ou projeto, é natural que haja diferentes maneiras de perceber o “óbvio”. Não é natural que todos concordem com tudo o tempo todo.
Os problemas acontecem quando, em vez de somarmos as diferentes visões em prol de um resultado superior para o grupo, perdemos um tempo enorme convencendo ou “perseguindo” os outros quanto à importância de nosso próprio ponto de vista.
O meu desejo é que o respeito prevaleça sempre, para que as diferentes ideias levem a humanidade inteira a um patamar mais aceitável do que o atual. Lembrando que, para que a humanidade se beneficie, precisamos dar o primeiro passo e melhorar a nós mesmos.
Brevemente começará um novo ano, e teremos uma nova e renovada oportunidade de fortalecer ainda mais o nosso compromisso de aprimoramento contínuo.
Boas festas!